2025, o ano do tabaco

Gilson Becker

Presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco); prefeito de Vera Cruz e produtor de tabaco

O ano de 2025 se consolida como um marco para a cadeia produtiva do tabaco no Brasil. Não por acaso, mas pela construção de uma agenda institucional consistente, pela presença ativa dos municípios produtores nos principais espaços de debate e pela afirmação de um posicionamento equilibrado em defesa de uma atividade legal, organizada e essencial para centenas de comunidades.

Ao longo do ano, a Amprotabaco ampliou seu papel de articulação e representação. Atuou em Brasília, dialogou com o Congresso Nacional, participou de instâncias técnicas e acompanhou de forma responsável as discussões da Conferência das Partes para o Controle do Tabaco. Essa atuação reforça uma convicção central. O tabaco não pode ser analisado de forma dissociada da realidade dos territórios onde é produzido. Cada decisão tomada impacta diretamente a arrecadação municipal, o emprego no campo e a sustentabilidade de economias locais inteiras.

Os números confirmam essa importância. Em dezenas de municípios, nos três estados do Sul do Brasil, o tabaco segue sendo a cultura de maior valor agregado, com participação decisiva no retorno de ICMS e na capacidade de investimento das prefeituras em saúde, educação, infraestrutura e serviços essenciais. Defender a cadeia produtiva do tabaco é, portanto, defender a autonomia dos municípios e a gestão pública em regiões majoritariamente rurais.

A presença da Amprotabaco nos debates internacionais mostrou maturidade institucional. O acompanhamento técnico das propostas e a articulação com parlamentares e entidades evitaram encaminhamentos que desconsideravam a realidade produtiva brasileira. O que se defende é a produção agrícola legal, regulada e responsável, que garante renda, trabalho e dignidade a milhares de famílias.

Outro legado de 2025 foi o fortalecimento da mobilização municipalista. Prefeitos e lideranças compreenderam que a união amplia a representatividade e qualifica o debate público. Quanto maior a adesão dos municípios produtores, mais legítima se torna a defesa de políticas públicas que respeitem o desenvolvimento regional.

O tabaco é mais do que uma cultura agrícola, é um instrumento de equilíbrio social, de permanência das famílias no campo e de vitalidade econômica. Encerrar 2025 com uma atuação firme e articulada é a prova de que a cadeia produtiva está organizada e consciente do seu papel. Onde há tabaco, há município forte, há economia viva e há futuro.